quarta-feira, 9 de abril de 2008

Aranhas... Argh!




Eu tenho pavor de aranhas.
Veja bem, não é medo, é pavor, daqueles que paralisam.

Certa vez, eu devia ter uns 14 anos e fomos passar um feriadão desses da vida no sítio em Rio Bonito de Cima, perto de Lumiar. Meu irmão abriu a porta de casa e lá entrei, afoita, feliz da vida, carregando minhas coisas. Quando cheguei no meu quarto, lá estava ela: poderosa, desafiando a gravidade, grudada na parede ao lado da minha cama... e o pior de tudo, ela era ENORME. Como estava, fiquei. Uma brincadeira de estátua solitária mas com minha vitória garantida. As lágrimas jorravam de meus olhos, molhando meu rosto, aquele gosto salgadinho invadindo minha boca e eu lá, louca para correr, gritar, pedir socorro e, no entanto, estatelada de pavor não conseguia me mover nem tomar uma atitude. Minha mãe me encontrou paralisada e logo entendeu o que se passava. Ela me puxou devagarinho para fora do quarto e me salvou. Chamou meu irmão e disse para ele matar a aranha. Qual nada! O protetor das feras apenas recolheu a aranha e a levou para fora de casa... Meu passeio de feriado acabou ali. Passei o resto dos dias atormentada pela imagem da aranha e temendo encontrá-la novamente. Nada mais teve graça... E eu nunca mais quis voltar ao sítio.


Conheça a mocinha da foto:

Nephila clavipes



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