terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Tempos Passados 70





Amor de Olhos Oblíquos



Por lá o amor deve ser outra coisa que não a suavidade do sentir ou a cumplicidade das meias-palavras compreendidas... o amor por lá deve ser árido e rude, difícil como uma vida vazia, um solo débil onde não há florescer por mais que se semeie as boas sementes do querer. Pelo que tenho visto, o amor de olhos oblíquos adoece facilmente... é frágil em sua precoce demência e inflige sofrimento com sua inclemência pueril. Sua palavras pontiagudas desprovidas de poesia transpassam corações apaixonados, manchando de sangue os sonhos transformando-os em pesadelos. E assim, o amor acaba.

Nina Victor



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