domingo, 11 de fevereiro de 2007

Sobre o Aborto




Andei lendo por aí que em Portugal houve uma consulta à população sobre a possibilidade do aborto vir a ser considerado legal. E parece que, apesar da alta abstenção, aqueles que foram às urnas deram a vitória ao sim. Pessoas comemoram achando que isso foi uma vitória da modernidade, da civilidade. Eu, careta que sou, fico estarrecida. Simplesmente, não consigo imaginar por que hoje em dia com todas as possibilidades de controle da concepção, ainda existam pessoas que clamam pela legalidade do aborto, como se este ato atroz, covarde e cruel fosse uma alternativa ao controle da natalidade.

PQP, vejo mulheres esclarecidas, bem informadas e formadas, defendendo esta idéia vil, quando há ao nosso alcance diversas maneiras de se evitar uma gravidez indesejada. Eu geralmente fico calada, não entro em discussões e guardo meu ponto de vista e os preceitos da minha consciência comigo mesma. Mas não há, no mundo, argumento que possa me fazer mudar de idéia. Repudio veementemente a legalidade do aborto. Sou radicalmente contra ceifar uma vida porque não se pensou nas consequências na hora do prazer irresponsável. Acho um ato egoísta e desumano. Na minha cabeça, o aborto só é aceitável em casos de estupro ou de perigo de morte para a mãe ou para o bebê ou em casos de malformação irreparável.

Não admito e jamais vou considerar o aborto uma coisa normal e aceitável. Quem me conhece sabe que não nunca quis ser mãe na minha vida, que não tenho paciência com crianças e não acho graça em bebês. Não tenho instinto maternal e não me agrada a idéia de ter alguém dependente de mim ad eternun. E mesmo assim, sempre fui contra o aborto. Nunca deixei de fazer minhas "coisinhas", ter namorados e prazer. Porém, sempre fui extremamente cuidadosa para evitar uma gravidez. Pois, se algum dia eu tivesse engravidado, teria tido o bebê, viraria mãe mesmo não sendo este meu plano de vida. Pagaria o preço da responsabilidade pelo meu descuido e desatenção, mas jamais me tornaria uma assassina. Jamais interromperia a vida de um ser. Jamais negaria à alguém o direito à vida, que não me foi negado.

Respeito e amor ao próximo são a base da paz interior. E eu digo de cadeira, por experiência própria: basta ter cuidado que a gravidez não acontece. Aborto, jamais.

Nina Victor




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