sábado, 13 de janeiro de 2007

Poema de João Luís Barreto Guimarães


depois do amor sempre se tem de partir
tornar segredo a demora do corpo (mentira

vertigem cigarro manhã) "Pai Nosso que
estais no céu santificada seja: a paixão".

são quatro os pontos cardeais do corpo a
retina e o peito o ombro e essa outra força
com que trazemos o impossível sempre

ao alcance da mão (fica assim combinado:
nasces tu primeiro só depois a tentação)
no diálogo das brisas há o silêncio e escuta:

eu sei do abrigo. a voz[] a pele[] o olhar[]
podes beber (x) deste vinho como quem
sabe vai sentir depois de um longo amor
sempre se tem de partir


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