domingo, 30 de julho de 2006

Dedicatória



Eu e você.
Você e eu.
Eternamente juntos e
ternamente eternizados:
no éter, na mente,
na foto e de fato.

Nina Victor


Tempos Passados 33



"Quem procura e acha não perde tempo".
É verdade.
Não perdi tempo.
Perdi você.

Nina Victor


Tempos Passados 31




...mas meus olhos gritam, aflitos
e teu coração emudece, omisso.

Nina Victor


Plenitude



A viagem do teu olhar por mim e a
suavidade indizível do teu toque
são a recompensa
que minha lembrança guarda.
Pudesse eu ter um acordo com Chronos
e faria a paralização,
o congelamento da imagem
naquele exato instante em que teus olhos
e o som de tua voz
me disseram em uníssono:
"te amo tanto"...

Nina Victor

Tempos Passados 29



Tento seguir teu rastro,
te castro em pensamento e
vendo uma imagem casta.
Finjo quere-te inteiro
para possuir-te uma parte,
covarde, não abro o jogo e
escondo traições nas mangas.
Te surpreendo a todo momento
me violentando a todo instante.
Te afastas, mas me prendes.
Não entendes?
Te desprezo.
Te prezo e rezo.
Oro. Choro. Córo.

Nina Victor


Depois de um Sonho


Não desejo roubar-te
a essência orgástica do corpo
mas sonho beber teu licor
viajando no teu céu
entre beijos e sabores.
Não quero causar-te
o impacto da sedução
mas penso em viciar-te
com minha malícia
de toques encantados...
Não quero possuir-te
como objeto de meu desejo,
mas sim,
ser a força motriz que te conduz
ao estado de êxtase e liberdade.
Não te peço exclusividade e
nem periodicidade
mas desejo ardentemente
viver a fundo a perenidade
de cada instante
que passar ao teu lado.
Não te amo vulgarmente.
Amo-te vorazmente...

Nina Victor


sábado, 29 de julho de 2006

Tempos Passados 28



A hipótese de um rebento
que viria apocalipticamente rebentar
com nossos tênues laços,
angustia-me o gostar e
desespera minha espera.
( tão paciente espera... )
O estouro da bolsa
cairá como bomba
sobre meus sonhos e
meu futuro será afogado
na placenta restante.
O milagre da vida
deveria ser privilégio meu.
Não me roube o gameta;
não desperdiçe o esperma.
O encontro genético perfeito
é feito por nós.
Não se arrisque.
E não me risque do mapa da criação.
( nossa doce criatura )

Nina Victor


Convite



E se eu falasse:
Vem,
vamos sair pra rua,
beber o sol
e embebedar a lua...
Você... viria?

Nina Victor


Tempos Passados 26



Não quero por não poder querer.
Nem quero poder
para desfrutar desse querer.
Não desfruto do poder de querer
por não querer poder
te querer.

Nina Victor


Tempos Passados 25



Horizontalmente
percebo a incerteza trapezóide
do círculo afetivo
afetado pelo paralelo não codificado
do triângulo amoroso oculto
num ângulo de sessenta graus sentidos.

Nina Victor


Libido



Tens a intensidade mais mansa e doce
que meu corpo já conheceu.
E descobres meus caminhos
com a destreza dos guias do deserto.
E sabes o jeito exato de fazer fluir a fonte
que habita me mim,
saciando minha sede e
despertando meus desejos cálidos e sutis.
Tens o dom do êxtase
e extasias-me com a tua beleza.
Sinto-me feliz e completa.

Nina Victor


Tempos Passados 24



Pelos espaços afoitos e nervosos
escondo minhas intenções
com palavras não-ditas e
exponho minhas emoções
com olhares aflitos
de sutilezas e desejos.
Entre conversas profundas e rasas
penetro e me perco
em teus pensamentos.
Te desvendo e me confundo.
Te anseio e me retraio:
como nuvem encobrindo céu,
como lua eclipsando sol...

Nina Victor


Tempos Passados 23



Qual é teu motivo interno,
que desejo velado,
sem sentido, direcionado,
que te obriga a prazer tão burro?

Nina Victor


Tempos Passados 22



Por onde andará meu amor longínquo?
Quem saberá a hora de sua chegada
e a qualidade de seu sorriso?
Como será o rosto que desconheço?
Qual é o gosto, seu endereço?
Quem é você que me avisa de sua vinda
mas que nunca me aparece?
Onde foi que lhe encontrei pela última vez?...

Nina Victor


Tempos Passados 21



Havia algo de familiar na tua imagem.
Não era de foto,
muito menos de papo.
Era o brilho do ser,
a faixa vibratória.
Tuas ondas se fundiram nas minhas.
Entraste na minha frequência
sem perceber.
E teu som ainda reverbera em mim.
Ouço teu eco e te chamo,
chamo e peço que tua chama
se acenda para mim.

Nina Victor


Tempos Passados 20



Não temo o confronto
e anseio pelo desafio.
Te quero entre luvas,
chutes e gol.
Te ofereço astros,
cartas e búzios.

Nina Victor


Tempos Passados 19



Não há expectativa de resposta
nem mesmo um casual encontro.
Te procuro e ponto!
Não há sinais nem pistas.
Mas sigo à risca meu propósito:
a espera do momento.
Teu momento, minha oportunidade.
Então terei chances,
pois verei teus nuances e
saberei como colorir-te.

Nina Victor


Tempos Passados 14



Permito-me arriscar o seguro
mergulhando de leve
na estrutura insegura
do sermos nós
de forma completa.
Procuro atalhos
mas não os encontro.
Revisto olhares,
adivinho palavras,
te faço segredo
dos meus medos.
Encaro seus olhos
e me vejo em você
mas sinto uma amplitude
tão grande
que me assusto e anulo.
Repenso e não há resposta.
Só o tempo nos dirá
o que está acontecendo...

Nina Victor


Tempos Passados 13



Como dar força a quem sofre do mesmo mal que eu?
Estive durante uma hora sentada em frente ao espelho
e vi jogos e sentimentos que me remetiam aos meus.
Como falar a verdade que não quero ouvir?
Como situar emoções alheias se não consigo situar as minhas?
Agora choro por mim em ti.
Choro por mim em mim mesma.
Apenas choro o leite derramado:
o leite que eu derramei.

Nina Victor


Tempos Passados 09



Você pediu que eu escrevesse algo
dizendo o que estou sentindo agora...
Pois bem:
sinto o ar mais leve
e a vida mais colorida;
vejo prazer num sorriso
e sorrio pelo prazer de lhe ouvir.
Penso no seu beijo
e sinto seu sabor,
sinto seus abraços
e nosso dormir de boca a boca.
Sinto amor, tesão e carinho:
me sinto em você
e lhe permito entrar em mim.

Nina Victor


Tempos Passados 07



Eu poderia estar lá
mas estou aqui,
à espera do momento
que hoje não vai chegar.
Alimento-me de mágoa e angústia.
Sinto a dor invisível
doendo na alma e
refletindo no coração.
E como uma bomba-relógio,
sinto-me prestes a explodir.
Tento me conter, ser racional.
Mas a pressão interna é mais forte
e me arrasta para não sei onde.
Estou íntegra nos meus sentimentos
e não percebo se isso vale de alguma coisa.
A Grande Tristeza me consome.
É tudo que posso dizer.

Nina Victor


Tempos Passados 05



Inacabado ou Acabada


Criaste um mar de incertezas e
convidas-me a mergulhar
em teus mistérios e mentiras.
Não dizes coisa com coisa
pois perdeste a arte da dissimulação.
E no desencontro de tuas palavras e sentimentos,
fico à deriva de teus momentos,
sem porto seguro ou sereno
onde possa repousar.
E nas tormentas de tuas atitudes
me afogo e sufoco e
só com muito esforço
é que consigo emergir.
Mas quando chego à superfície,
já fraca e cansada...


Nina Victor


Tempos Passados 03



À noite eu me sinto mais próxima de você.
Por isso tenho tido insônia.
Para estar mais tempo com você.

Nina Victor



Tempos Passados 02



Perdi minhas certezas e meus referenciais
e não sei para onde ir ou quem encontrar.
Ou com quem contar.
Estou numa fase sei lá, não sei.
Não sei.
Não sei.
Não sei.
Só sei que quero você.
E é isso que me faz não saber de mais nada.

Nina Victor


Tempos Passados 01



Hoje recebi flores inesperadas.
O remetente?
Gentil pessoa que me emociona
mas não me impulsiona.
Recebi flores lindas, do campo, minhas preferidas.
E ao mesmo tempo que isso me preencheu,
me esvaziou, pois o emissor
não habita meus desejos.
Haveria eu de dar-lhe um beijo
em sinal de agradecimento?
E o convite para jantar?
Conseguiria eu comer o alimento
e não ser capaz de alimentar
o outro à minha frente?
Às vezes falta sintonia nas relações e encontros...

Nina Victor


domingo, 23 de julho de 2006

Ando Melancólica


O que me faz sentir uma melancolia a respeito do que não vai acontecer? É simples. Entristeço-me com aquilo que não sairá do mundo das idéias, não por falta de oportunidade, mas sim por opção própria, por desejo meu de não concretizar desejos que tenho. Por que não realizo alguns dos meus sonhos? Básico: nem tudo que se quer se deve ter ou fazer. Há que existir bom-senso e uma rigorosa escala de valores. É assim que penso. Tomo minhas não atitudes pautadas no racional. Mas o emocional por vezes vacila e apela, tenta me convencer a não ser razoável, comedida. Só que a lição do autocontrole foi muito bem exercitada. Então, nada feito com as chantagens do corpo emocional e é daí que brota a tal da melancolia...

sábado, 22 de julho de 2006

Quero Meu Pingüim!


Ah... eu até gosto de ficar sozinha em casa, mas hoje queria que meu pingüim estivesse aqui comigo. Tô com saudade dele mas só amanhã ele volta. Se ele saiu há muito tempo? Não... fazem treze horas...



quinta-feira, 20 de julho de 2006

Dentro De Mim de Silvia Schimidt



Dentro de mim há vozes que não calam ...

Tantas canções diversas, distraídas ...
Dentro de mim existem tantas vidas,
Tantas pessoas que por mim passaram ...

Dentro de mim habitam anjos calmos,
Também demônios em oposição ...
E eu cá de fora ouvindo essa canção
Por entre o mal e poderosos salmos ...

Observando as forças e os temores,
Olhando o ódio em luta contra amores,
Eu vejo a Vida borbulhar sem pressa ...

Passam-se horas, dias, tantos anos ...
O meu cansaço chora os desenganos
E a eternidade diz-me: recomeça ...




Walt Whitman



"Esta manhã, antes do alvorecer,

Subi numa colina para admirar o céu povoado,
E disse à minha alma:
Quando abarcarmos esses mundos
E o conhecimento e o prazer que encerram,
Estaremos finalmente fartos e satisfeitos?
E minha alma disse:
Não, uma vez alcançados esses mundos
Prosseguiremos no caminho."


Por Tudo Que For - Lobão



E depois

A luz se apagou
E eu não consigo mais ficar sozinho aqui
Sem você
É tão ruim
Não tem sentido, prazer, não há nada mais
Por favor
Não me interpreta mal
Eu não queria nem devia te magoar
O tempo vem
O tempo vai
Passa por mim meio assim, meio assim devagar
Vou dormir sentindo
O que a solidão pode fazer a
Um ser ferido
Por saber que o erro era meu
Já passou
Agora já passou
Mas foi tão triste que eu não quero nem lembrar
Ver você
Ter você
E querer mais de nós dois não tem nada demais
E pensar
Você aparecer
Pela janela tão bonita de manhã
Vem pra mim
E não vai mais
Me abraça, me abraça, me abraça, por tudo que for...


Feliz Dia do Amigo


Um amigo é uma alma em dois corações.

Aristóteles




terça-feira, 18 de julho de 2006

Eclesiastes 3:1

Respostas, por favor



Onde mora a sedução?
Fora ou dentro do ser?
Existe em cada um
Ou existe pra quem vê?

Nina Victor




sábado, 15 de julho de 2006

Eu falo com Deus...

Senhor,
que minhas condutas não causem dor ou malefícios ao próximo, que eu não seja egoísta em minhas conquistas e que sempre algo de positivo eu possa passar para meu semelhante. E se algum dom me for reservado, que seja o de amenizar o sofrimento das pessoas. Amém.

quinta-feira, 13 de julho de 2006

Texto de Luiz Antonio Mello (LAM)



A Boca do Silêncio

Prometo não machucá-la sob qualquer hipótese. Prometo não submetê-la ao medo e ao terror. Prometo não expô-la aos risos sórdidos desta cidade. Prometo meu silêncio acima de tudo, de todos, de nós. Prometo manter trancado tudo o que sinto. Prometo jogar a chave desse cofre no mar. Prometo jamais roubar teu riso lindo. Prometo jamais falar, sugerir ou comentar. Prometo respeitá-la como mulher e garota. Prometo jamais deixá-la sob o frio da garoa. Prometo não sangrar ninguém por nossa causa. Prometo integridade, caráter e muito amor. Prometo resistir a tua voz arisca. Prometo resistir ao teu olhar atento. Prometo preservar a tua alma pura. Prometo ficar mudo, parado, quieto. Prometo riscar a luz do meu futuro paralela a sua, deixando que os ventos da vida me levem, para onde a vida quiser, para o que der e vier, para o que não der e o que não vier, essa guitarra linda e improvisada chamada destino, solando aguda e distorcida na trilha do acaso, do perfeito, do imperfeito, o que for. Prometo não cobrar, não espremer, não pressionar, sabendo que os tempos são dois tempos, as histórias duas histórias e que viver é redenção. Prometo orar por nossas liberdades, nossos barcos sobre mares muito azuis, à deriva como a sombra das montanhas, à deriva como os sonhos e os devaneios. Prometo me atirar no imprevisível, como herói da resistência em teu nome, flutuar parado e quieto no teus dedos, tão secreto quanto a origem do Universo. Prometo honrá-la sempre na memória se o destino e o inusitado se unirem, separando nossos barcos nossos mares, nossos sonhos, nossas glórias e moinhos. Prometo enfrentar nossos algozes, com o silêncio da inocência a meu favor, mesmo que o acaso submeta-me a tortura, jamais pronunciarei teu nome em vão. Prometo, prometo, prometo, como seu cavalheiro e confessor, ajudá-la a domar o impossível, sob o manto do segredo redentor. Prometo não mudar essa paisagem, onde apareces livre, linda e úmida, mesmo que em outros braços, outras bocas, outros homens, não importa, o meu amor é generoso e altruísta. Prometo revelar os meus perigos, meu desejos, meu encanto, meu furor. Agora eu vou gozar em algum recanto, como um garoto às escondidas, madrugada. Vou gozar dentro de você, sob a luz do pensamento desvairado, e só eu saberei o que sentir com a lama quente escorrendo por minhas pernas, meus lençóis, meu cobertor. Pensarei em você mais uma vez, pela vigésima quinta hora consecutiva, no segredo de meu corpo, da minha mente, que ninguém ousará querer entrar. Sim, eu posso. Eu posso eu posso beber o cheiro do teu cio, mamar o bico dos teus seios, fazer-me seu até o último Anel de Brooklyn. Apenas eu, no meu silêncio, sentirei o que é tê-la entre os braços, entre as pernas, imaginando os seus gemidos, os seus gritos, as suas falas, suas mordidas. Mulher, que bom que está distante e dormindo. Se aqui estivesse ceifaríamos o imoralismo por três dias e três noites, todas as cruzas impossíveis e boçais, dos amantes que se agarram e se espremem, se engalfinham até as últimas inconsequencias. Vou honrá-la agora mesmo na água quente, do chuveiro minha única testemunha, estraçalhado de paixão e felicidade, desonrando o desonrável sem pudor. Homem. Sou teu homem, seu amigo e feiticeiro, capaz de realizar suas fantasias, as mais doidas, inquietas e sadias. Jorrar uma avalanche no colo do seu útero, nas lágrimas do teu prazer, rosto avermelhado. E retornar a meu silêncio e minhas promessas, em teu nome, em nosso nome, nosso luar vadio, cama do Universo.


quarta-feira, 12 de julho de 2006

Por isso estou reformando o meu...

O Banheiro

Não é o lar o último recesso do homem civilizado, sua última fuga, o derradeiro recanto em que pode esconder suas mágoas e dores. Não é o lar o castelo do homem. O castelo do homem é seu banheiro. Num mundo atribulado, numa época convulsa, numa sociedade desgovernada, numa família dissolvida ou dissoluta, só o banheiro é um recanto livre, só essa dependência da casa e do mundo dá ao homem um hausto de tranqüilidade.

É ali que ele sonha suas derradeiras filosofias e seus moribundos cálculos de paz e sossego.

Outrora, em outras eras do mundo, havia jardins livres, particulares e públicos, onde o homem podia se entregar a sua meditação e a sua prece. Desapareceram os jardins particulares, pois o homem passou a viver montado em lajes, tendo como ilusão de floresta duas ou três plantas enlatadas que não são bastante grandes para ocultar seu corpo da fúria destrutiva da proximidade forçada de outros homens. Não encontrando mais as imensidões das praças romanas que lhe davam um sentido de solidão, não tendo mais os desertos, hoje saneados, irrigados e povoados, faltando-lhe as grutas dos
companheiros de Chico de Assis, onde era possível refletir e ponderar, concluir e amadurecer, o homem foi recuando, desesperou e só obteve um instante de calma no dia em que de novo descobriu seu santuário dentro de sua própria casa: o banheiro.

Se não lhe batem à porta outros homens (pois um lar, por definição, é composto de mulher, marido, filho, filha e um ou outro parente, próximo ou remoto, todos com suas necessidades físicas e morais, ele, ali, e só ali, por alguns instantes, se oculta, se introspecciona, se reflete, se calcula e julga. Está só consigo mesmo, tudo é segredo, ninguém o interroga, pressiona, compele, tenta, sugere, assalta.

Aqui é que o chefe da casa, já passando dos quarenta anos, olha os cabelos já grisalhos, os claros da fronte, e reflete, sem testemunhas nem cúmplices, sobre os objetivos negativos da existência que o estão conduzindo, embora bem sucedido na vida prática, a essa lenta degradação física. Examina com calma sua fisionomia, põe-se de perfil, verifica o grau de sua obesidade, reflete sobre vãs glórias passadas e decide encerrar definitivamente suas pretensões sentimentais, ânsia cada vez maior e mais constante num mundo encharcado de instabilidades.

É nesse mesmo banheiro que o filho de vinte anos examina a vaidade de seus músculos, vê que deve trabalhar um pouco mais seus peitorais, ensaia seu sorriso de canto de boca, fica com um olhar sério e profundo que pretende usar mais tarde
naquela senhora bem mais velha do que ele, mas ainda cheia de encantos e promessas. É aqui que a filha de 17 anos vem ler o bilhete secreto que recebeu do primo, cujos sentimentos são insuspeitados pelo resto da família. Já leu a carta antes, em vários lugares, mas aqui tem o tempo e a solidão necessários para degustá-la e suspirá-Ia. É aqui também que ela vem
verificar certo detalhe físico que foi comentado na rua, quando passava por um grupo de operários de obras, comentário que na hora ela ouviu com um misto de medo e desprezo.

É aqui que a dona de casa, a mãe de família, um tanto consumida pelos anos, vem chorar silenciosamente no dia em que
descobre ou suspeita de uma infidelidade, erro ou intenção insensata por parte do marido, filho, filha, irmãos. Aqui ninguém saberá, ninguém a surpreenderá, pode amargurar-se até os soluços e sair, depois de alguns momentos, pronta e tranqüila, com a alma lavada e o rosto idem, para enfrentar sorridente os outros misteriosos e distantes seres que vivem no mesmo lar.

Não há, em suma, quem não tenha jamais feito uma careta equívoca no espelho do banheiro, nem existe ninguém que nunca tenha tido um pensamento genial ao sentir sobre seu corpo o primeiro jato de água fria. Aqui temos a paz para a autocrítica, a nudez necessária para o frustrado sentimento de que nossos corpos não foram feitos para a ambição de nossas almas, aqui entramos sujos e saímos limpos, aqui nos melhoramos o pouco que nos é dado melhorar, saímos mais frescos, mais puros, mais bem dispostos.

Millor Fernandes


Durga e Padme


Aiai... estava aqui pensando enquanto escuto o bate bate da obra, nas coisas que gostaria de comprar pra Padme e pra Durga... um arranhador novo bem bonito, alto e felpudo, uma casinha e uma cestinha. E também gostaria de ver se elas se acostumavam com alguma coleirinha bem bonitinha... hehe...
Minhas gatinhas são, seguramente, o bem mais precisoso que tenho. Não prazer que suplante ouvir os doces miados de Durga conversando com a gente ou as ásperas lambidinhas que a Padme dá. E aqueles olhinhos verdes? Os da Durga claros como o Golfo do México no caminho para Key West, os de Padme escuros como azeitonas verdes... Ah, como minhas filhotas são companheiras! Onde estou, lá estão elas também. Até mesmo se tomar banho de porta aberta, lá estarão as duas me acompanhando. Uma soneca de tarde com a Durga do lado ou a Padme se fazendo de tapetinho pra ganhar carinho com o pé são prazeres simples e tão necessários! Impossível não sorrir quando se tem um gatinho por perto! E pensar que há tantos gatinhos sem lar e tantas pessoas sozinhas... Se pudessem e soubessem vencer o preconceito que há em torno dos bichanos, se dessem a si mesmos a oportunidade de privar da lealdade e do carinho dessas criaturinhas tão suaves e inteligentes, ah... todo mundo sorriria mais, tenho certeza! :)


Oração para a Cura

Peço a Deus,
que envie as suas Energias curadoras,
para que sare todos aqueles que necessitem,
para todos nós
que estamos vivendo no planeta Terra,
assim como para aqueles
que habitam em outros planetas
e em outras dimensões.
Que todos os seres sejam envolvidos
pela Energia de cor violeta,
Energia divina da transmutação,
transformando as doenças em saúde
de seus corpos físicos, mentais,
emocionais e espirituais.
Que todos os seres sejam envolvidos
Pela Energia de cor branca,
Energia divina da vitalização,
gerando, em todos, a vontade de existir,
de se cumprir as missões
reservadas para cada um,
com vigor, determinação e alegria.
Que todos sejam envolvidos pela luz dourada,
Energia divina da proteção
criando, ao redor de todos,
uma camada magnética,
evitando a chegada de males
do campo físico ou espiritual.
Que todos os seres sejam envolvidos
pela Energia de cor rosa,
Energia divina do amor incondicional,
para que todos aprendam
e pratiquem esse amor singular,
assim, estarão se libertando
de doenças e sofrimentos,
pois, estes existem pela falta de se vivenciar
o verdadeiro amor ensinado por Jesus.
Amém!!

(escrita por Moacir Sader)



Belas Palavras



"Deus não prometeu Dias sem Dor; Risos sem Sofrimentos; Sol sem Chuva.

Ele prometeu Força para o Dia; Conforto para as Lágrimas e Luz para o Caminho..."


terça-feira, 11 de julho de 2006

A beleza requer sacrifícios



Minha mãe sempre diz a frase do título. Logo ela, bonita e sem sacrifício algum, mesmo aos 81 anos.... Bem, lembrei disso porque a obra aqui em casa está me enlouquecendo, especialmente, hoje, agora, com tamanho barulho incessante! Pra quem não sabe, explico, meu apartamento é muito silêncioso. O único barulho constante é o canto dos pássaros, que considero uma bênção e adoro. Vez por outra um vizinho ouve uma música um pouco mais alto do que o aconselhável à política da boa vizinhança, mas é raro. Daí, que este barrulho de marretadas, marteladas, ou sei lá o quê, tá me atordoando... Isso sem contar na enorme quantidade de poeira que se espalha pela casa e está tudo de pernas pro ar! Bastou a sala e o banheiro social estarem sendo mexidos para todo o resto da casa virar uma zona! As gatinhas, tadinhas, ficam assustadas e aborrecidas com toda esta movimentação estranha, sofrem também, sem falar que não as deixo passear pela casa para que não se machuquem em meio aos entulhos e ferramentas, sem contar que ficariam cobertas de poeira e com o pelo duro... Enfim, tudo este tormento com o propósito de deixar a casa mais bonita. Vai ficar, eu sei, mas a duras penas. É... mamãe tem razão: "a beleza requer sacrifícios"...


segunda-feira, 10 de julho de 2006

Padme: a gatinha ratinha





sábado, 8 de julho de 2006

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Primeiros dias de férias

Estou no sexto dia de férias, na verdade licença-prêmio e tudo que fiz foi ficar em casa acompanhando a reforma que estou fazendo no meu apartamento, parte hidráulica e total reformulação do banheiro social. O que existe será posto abaixo para dar lugar a um novo, do meu jeito, bem bonito e claro. Estou muito contente com isso e nem estou me importanto de estar "presa" em casa. Acredito que as obras durarão duas semanas ou um pouco mais... Não tem importância. O prazer de ver tudo pronto será compensador! :)

E quando me sinto nos braços de Deus...

Image by Andrew Gonzales
(no Multiply do Cesinha Biker)

terça-feira, 4 de julho de 2006

Há dias assim na vida da gente

Image by Bill Henson




segunda-feira, 3 de julho de 2006

Fim da Angústia




Estou muito feliz hoje, pois aquilo que me atormentava deixou de existir, não tem mais razão de ser e sinto-me renovada e alegre com a vida. A misericórdia de Deus comigo é imensa e a cada pequeno ou grande acontecimento em minha vida posso sentir Seu carinho e cuidado por mim. Mesmo nos momentos de provação, posso contar com Sua ajuda para manter meu coração tranquilo na hora H. Obrigada meu Deus por todas as bênçãos que tenho em vida. Aceite meu amor e minha gratidão.




Grateful Hearts



Give us grateful hearts, O Father,
for all thy mercies, and
make us mindful of the needs of others;
through Jesus Christ our Lord. Amen.